Parece que vamos ter um bebê

Atualizado: 26 de jan. de 2021

A pandemia segue, mas fizemos uma viagem em família acreditando que bastava todos estarem testados pra podermos passar uma semana inteira num universo paralelo covid free.


Grande engano.


Na volta, Bruno começa a se sentir mal. Dor no corpo, dor nos olhos e cãibra na batata da perna. Já no dia seguinte, começam também os meus sintomas.

Aquele cotonete no cérebro maroto e um resultado implacável: REAGENTE para Sars Cov2.


No mesmo dia, um teste de farmácia também positivo, só que pra gravidez.



Grávida e com Covid no mesmo dia.

Nada pode ser normal com a gente.


O foco é cuidar da Covid e depois começar o pré-natal.

Apenas congelei a informação de que tinha um neném crescendo aqui dentro, enquanto eu e Bruno nos revezávamos nas tentativas de cuidar um com outro.



Era difícil me manter acordada, sentia dois sonos acumulados. Eu tinha sono até dormindo.

Febre. Dor do corpo. Medo. Uma vontade de esticar. Uma sensação de ácido lático tomando conta de todo meu organismo. O alongamento sumiu.


Sintomas estranhos. Que doença bizarra.

Um direto no queixo. Tudo, menos uma gripezinha.


E uma reflexão que não saia da minha cabeça: Se Deus existisse, o Bolsonaro tinha morrido.


O ódio tomava conta de mim. Meu fígado só produzia raiva.

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